Muito prazer em conhecer – Eu sou Fenômeno Ronaldo Nazário dos campos.

Fotos de Ronaldo fenômeno segurando taça

Vamos contar a história do maior camisa 9 de todos os tempos.

Ronaldo Luís Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 1976. Começou a jogar no Social Ramos Clube do Rio de Janeiro e depois foi para o também carioca São Cristóvão.

Mas foi em 1993, jogando pelo Cruzeiro que se profissionalizou e conseguiu fama internacional. O apelido de Fenômeno foi dado na Itália, quando jogava pela Internazionale de Milão. Foi considerado o melhor jogador do mundo em 1996, voltando a receber o título em 1997 e 2002.

Passou por várias fases difíceis, inúmeros problemas nos joelhos, cirurgias, escândalos pessoas, que o afastaram dos gramados, hoje recuperado, defende a camisa do Corinthians, que recentemente ajudou a conquistar o título paulista, tem no currículo também inúmeros títulos com outros clubes e 2 copas do mundo.

Primeiros anos

Ronaldo teve uma infância pobre, embora não miserável. Apaixonado por futebol, costumava matar aulas em Bento Ribeiro para dançar no clube  Valquire Tênis Clube,  perto de sua casa. Chegou a tentar treinar no Flamengo, mas por não ter dinheiro para pagar as quatro conduções até a sede do time, foi parar no São Cristóvão. Além de ser mais perto de sua casa, o próprio clube lhe deu dinheiro para o transporte.

Aos 14 anos, teve seu passe comprado pelos empresários Alexandre Martins e Reinaldo Pitta por US$ 7.500. O jovem, que não conseguiu treinar no Flamengo, seria “perdido” por outros dois grandes clubes, Botafogo e São Paulo: para o alvinegro, o empresário Reinaldo Pitta quis doar 50 do passe do jovem, que teria uma boa vitrine. Com a negativa, Ronaldo foi oferecido por 25 mil reais ao tricolo, que quis pagar 15 mil.

Jairzinho  o viu no São Cristóvão e pagou dez mil dólares pelo menino. Revendeu-o para uma ex-equipe sua, o Cruzeiro. A equipe mineira ficou convencida a aceitá-lo após Ronaldo salvar-se em meio à má campanha da Seleção Brasileira sub-17 que disputou no campeonato sul-americano da categoria, em que o garoto foi artilheiro com oito gols, enquanto o Brasil terminou em quarto lugar e fora do Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 de 1993, primeira e única vez em que o time não se classificou para o torneio.

Ronaldo ainda adolescente segurando taça no São Cristóvão

Em 1994, um garoto magro e dentuço conquistava o Brasil. A comparação com Pelé era inevitável. Aos 17 anos, ele vestia a camisa da seleção brasileira pela primeira vez logo contra a Argentina. No jogo seguinte marcava o primeiro gol contra a Islândia. E após só duas partidas com a amarelinha era convocado para disputar a Copa do Mundo. A história de glória de um garoto pobre, que cresceu  em uma casa simples no bairro de Bento Ribeiro, no subúrbio do Rio de Janeiro, começava a ser escrita.

Mais novo dos três filhos de Nélio, que era camelô, e Sônia, sorveteira, ele dormia no sofá. Teve uma infância pobre, embora não miserável. O nome surgiu por causa de uma homenagem feita ao médico Ronaldo Valente, que buscou Dona Sônia em casa no dia 18 de setembro de 1976 em um fusquinha e a levou para o hospital São Francisco Xavier, em Itaguaí, para o parto. O doutor foi também padrinho do atacante, que demorou para ser registrado… Seu Nélio perdeu o prazo e acabou falando que o filho tinha nascido no dia 22 de setembro – quatro dias depois da data verdadeira – para evitar a cobrança de uma multa no cartório de Cascadura.

Era mais fácil encontrar Ronaldo jogando bola nas ruas de Bento Gonçalves do que nas salas de aulas no Colégio Nossa Senhora de Aparecida. Não era um bom aluno, não se sentia à vontade naquele ambiente acadêmico. Nas salas de aulas deixava de ser o garoto admirado pelo futebol apurado e passava a ser vítima de brincadeiras e piadas dos amigos por causa dos dentes incisivos abertos. Não demorou para ganhar o apelido de Mônica, famosa personagem das história de Maurício de Souza. Enquanto construía uma má reputação na escola, Ronaldo ganhava fama entre os peladeiros do bairro.

Não demorou para baterem na porta da casa número 114 da rua General César Obino. Ronaldo recebeu um convite para virar sócio-atleta do Valqueire Tênis Clube. Não havia vaga no time mirim. Acabou virando goleiro. Não deu certo. O time estava em último lugar no Campeonato Carioca de futebol de salão. O técnico Marquinhos resolveu, então, radicalizar. Conhecendo a fama de “Dadado”, resolveu colocá-lo em uma partida no ataque. Resultado: Ronaldo fez quatro gols na vitória por 5 a 4 em cima do Vasco, então líder da competição.

Ronaldo no São Cristóvão

A atuação chamou a atenção de um supervisor do Social Ramos, um outro time que disputava o Carioca. E logo Ronaldo trocaria de clube. O Social Ramos era mais tradicional, disputava o Campeonato Metropolitano. Foi quando o atacante ganhou fama entre quem acompanhava a competição. “Dadado” fez 166 gols na temporada. Passou a ser visto como um garoto extraordinário. E a ideia de seguir os passos do ídolo Zico amadureceram na cabeça de Ronaldo. Aos 12 anos, ele tinha fixo na cabeça que queria jogar no Flamengo. Era o clube do coração, o que pagava bem, o que revelava bons jogadores.

A vontade e a determinação fizeram Ronaldo descobrir o dia e a hora de uma peneira. Pegou dois ônibus até chegar à Gávea e fazer o teste com outros 400 garotos. Passou. Mas não tinha como pagar o transporte para ir treinar todos os dias. E não conseguiu ajuda no Flamengo. Precisou desistir da ideia. Acabou, então, em São Cristóvão. Um convênio com o Social Ramos levou o atacante aos primeiros treinos no clube. O técnico Roberto Gaglianone logo percebeu que havia ali um jogador diferenciado. Conseguiu, então, que o diretor Ary de Sá pagasse o trem de Bento Ribeiro até a Central.

No dia 12 de agosto de 1990, Ronaldo fez seu primeiro jogo pelo mirim do São Cristóvão. E marcou três gols na vitória por 5 a 2 sobre o Tomazinho. No total, foram oito gols em 12 jogos naquele ano.

Ronaldo e Alexandre no São Cristóvão

No ano seguinte, já no infantil, foram 28 jogos e 17 gols. Ronaldo, lógico, despertou a atenção de empresários. Por indicação de Jairzinho, o Furacão do Tri, Reinaldo Pitta e Alexandre Martins compraram o passe do atacante aos 15 anos pagando apenas US$ 7,5 mil ao São Cristóvão, em 1992. Apesar do valor irrisório da venda, o São Cristóvão lucrou bastante com o sucesso de Ronaldo. De acordo com o Estatuto de Transferência do Jogador, editado pela Fifa em outubro de 2003, todo clube formador de atleta tem direito a 5% de cada transferência do pupilo. Com isso, o clube carioca faturou R$ 1.269.849 do Real Madrid e mais R$ 122.363 do Milan Reinaldo Pitta e Alexandre Martins tentaram levar Ronaldo para o São Paulo e para o Botafogo. Mas não tiveram sucesso. A primeira ideia da dupla era vender 50% do passe do atacante para o Alvinegro, que seria uma boa vitrine. Mas o clube carioca não quis. Já com o Tricolor a proposta era oferecer Ronaldo por R$ 25 mil, que só queria pagar R$ 15 mil.

Foram dois anos e meio jogando nas divisões de base do São Cristóvão, onde marcou 44 gols em 73 jogos. Em 1993, Ronaldo foi convocado para disputar o Sul-Americano sub-17 com a seleção brasileira. Apesar do fracasso – o Brasil terminou em quarto lugar e ficou fora do Campeonato Mundial da categoria pela primeira e única vez da história – o atacante se salvou e foi o artilheiro da competição com oito gols. Motivo suficiente para chamar a atenção do Cruzeiro.

Pouco tempo depois, o atacante desembarcava em Belo Horizonte para começar a brilhar. O time mineiro aceitou pagar US$ 50 mil por 55% dos direitos econômicos do jogador. Era conhecido ainda apenas como “Ronaldo Luís”.

Ronaldo no Cruzeiro em 1994

Em 1994 conquistou o Campeonato Mineiro, do qual foi artilheiro, com 21 gols marcados. Convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994, integrou a Seleção Brasileira que foi tetra-campeã no Mundial dos Estados Unidos. Sequer entrou em campo, mas fez parte do grupo vencedor.

Ainda em 94 ele foi transferido para o PSV Eindhoven. Marcou 57 gols em 54 partidas e em 1996 conquistou a Copa da Holanda, o segundo título mais importante do país europeu.

Ronaldo fenômeno no PSV Eindhoven, conquistou a Copa da Holanda em 1996

Nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, foi medalha de bronze com o Brasil. Após disputar as Olimpíadas, Ronaldo transferiu-se ao Barcelona, da Espanha. Com a camisa 9 do Barça, marcou 17 gols em 20 partidas, conquistou a Supercopa da Espanha, e no final do ano foi eleito melhor jogador do mundo de pela FIFA, pela primeira vez. Com suas grandes atuações no Barcelona ganhou o pelido de El Fenómeno.

Em 1997, o Fenômeno foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Com o Barça, venceu a Copa do Rei e a Recopa da Europa, chegando a um total de 49 gols em 47 jogos.

Ronaldo fenômeno segurando taça na Copa América

Ainda em ’97, Ronaldo foi tranferido à Internazionale (a Inter de Milão), da Itália. Agora usando a camisa 10, novamente foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. No ano seguinte, conquistou a Copa da UEFA com a equipe italiana, e foi eleito pela FIFA o melhor jogador da Copa do Mundo França ’98, mesmo com a derrota do Brasil na final contra a dona da casa.

Em 1999 conquistou sua segunda Copa América com a Seleção Brasileira, marcando um dos gols da vitória do Brasil em cima do Uruguai na final.

Infelizmente, nesse ano começaram os problemas para Ronaldo, com uma grave contusão no joelho direito, que tirou o jogador dos gramados. Em 2000 ele voltou a jogar, mas no primeiro drible que tentou a lesão se agravou. Ronaldo foi operado passou e por uma lenta recuperação. Voltou a jogar, mas sendo usado esporadicamente.

Ronaldo fenômeno segurando taça na segunda Copa América

A Seleção Brasileira também passava por maus momentos. Com maus resultados nas Eliminatórias, o Brasil corria o risco de ficar fora da Copa (seria a primeira vez na história). Felizmente, Luiz Felipe Scolari tomou as rédeas da Seleção e fez o Brasil renascer das cinzas, conquistando o penta-campeonato do mundo, com Ronaldo como uma das principais estrelas. O Fenômeno foi o artilheiro da Copa, marcando os dois gols na final contra a Alemanha.

Ronaldo segurando taça na seleção pentacampeã

Em Agosto de 2002, foi contratado pelo Real Madrid, onde formou o famoso time dos “Galácticos”, junto a Zinedine Zidane, David Beckham, Luís Figo, Roberto Carlos, Íker Casillas e Raúl González. Com essa super-equipe, vestindo a camisa número 11, venceu a Copa Intercontinental de 2002, e foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, pela terceira vez. Em 2003, venceu o Campeonato Espanhol e a Supercopa da Espanha.

Nas temporadas 2004/2005 e 2005/2006, o Real Madrid não fez boas campanhas, deixando os títulos nacionais serem conquistados pelo Barcelona, o rival clássico da equipe merengue.

Na Copa do Mundo Alemanha 2006, o Brasil não mostrou bom futebol, e foi eliminado pela França, velha inimiga, nas quartas-de-final. Contudo, Ronaldo balançou as redes três vezes e se tornou o maior goleador das Copas.

Ronaldo fenômeno no Milan

Voltou para a Itália na temporada 2007/08, mas agora para defender o Milan (arqui-rival da Inter de Milão). Com a camisa 99, jogou ao lado de velhos conhecidos, como Kaká, Cafu, Dida e Clarence Seedorf (foi seu companheiro na Inter de Milão). A temporada era promissora, porém, no dia 13 de Fevereiro de 2008, em jogo contra o Livorno, Ronaldo acabou lesionando o joelho novamente. A temporada 2007/08 encerrou com ele parado e desligado do Milan, que decidiu não renovar com ele.

Após sua saída do Milan, Ronaldo manifestou algumas vezes o desejo de defender o Flamengo, time do qual é torcedor declarado. O craque chegou a treinar no clube da Gávea a partir de setembro para recuperar-se da cirurgia no joelho. Contudo, haviam rumores de que ele voltaria ao futebol europeu, , onde havia boatos de sua contratação pelo Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.

Na madrugada de 28/04/2008, Ronaldo se envolveu em uma confusão com travestis. O travesti André Luis Ribeiro Albertino, conhecido como Andréa Albertini (morto em 9 de julho de 2009, em decorrência da AIDS), acusou o jogador de não ter pago por um programa feito em um motel da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Este fato marcou o fim do noivado com Maria Beatriz Antony.

Após vários dias treinando na Gávea e sem receber nenhum projeto para ficar no Flamengo, Ronaldo acertou a sua volta ao Brasil, depois de 14 anos, para defender o Corinthians.

Ronaldo fenômeno no Corinthians

Ronaldo marcou seu primeiro gol com o Corinthians no clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista de 2009, na segunda partida pelo Timão. O técnico Mano Menezes deixou Ronaldo entre os reservas e o colocou no segundo tempo. O Palmeiras vencia por 1 x 0, mas, aos 47 minutos do segundo tempo, o Fenômeno cabeceou a bola pro gol e salvou o Corinthians da derrota. O gol foi notícia em todo o mundo.

O Corinthians depois seria campeão do Paulista, com Ronaldo como uma de suas figuras mais importantes, mesmo estando acima do peso ideal. Ainda em 2009, o Fenômeno foi campeão da Copa do Brasil com o Timão. Em 2010, o maior objetivo de Ronaldo e o Corinthians era a Copa Libertadores, mas o time alvinegro foi eliminado pelo Flamengo nas oitavas-de-final.

Após a desclassificação precoce na Copa Libertadores de 2011, e após ter sido hostilizado pela torcida corintiana, Ronaldo decidiu anunciar a sua aposentadoria em 13 de fevereiro de 2011. As condições físicas foram o outro fator importante na decisão do Fenômeno, que disse sentir dores no corpo.

Apesar de terminar a carreira em baixa, Ronaldo foi, e sempre será, um dos maiores craques que o futebol já viu.

SAUDADES, FENÔMENO! O MAIOR 9 DA HISTÓRIA!

 

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