Copa Libertadores, o maior torneio do mundo

O futebol por si só, já algo inexplicável. Mas a Copa Libertadores da América, consegue(as vezes) ser ainda mais difícil de se explicar.

Copa libertadores da América no vídeo game

É um torneio diferente, sem dúvidas. Onde a vontade dobra, o entusiasmo aumenta. A paixão do torcedor parece ficar ainda mais aflorada quando se trata de Libertadores. O clima no estádio já não é mais aquele pacato, das frias e sonolentas rodadas de meio de semana que o campeonato nacional na maioria das vezes nos proporciona.

A vontade dos jogadores é notável no olhar. Aquela vontade de fazer história, de conquistar o torneio de clubes mais difícil do mundo. Em enfrentar viagens, enfrentar aquelas adversidades que só esse torneio nos proporciona. Seja a altitude, seja os gramados totalmente inadequados, mas no fim, nada disso importa.

Leon e Tita no Grêmio na Libertadores segurando a taça e com o rosto sangrando

Tudo que você pede, e quer ver dos jogadores do seu time, você recebe e vê na Libertadores. Se for preciso deixar as duas pernas em campo, eles deixarão.
É o torneio que nos faz voltar a tempos passados, em que o futebol e a paixão do torcedor, era mais importante do que o salário no final do mês, ou do que em quantos programas de televisão apareceria.
Um tempo onde não existia medo em “preservar a imagem” e fugir das polêmicas, o tempo em que o que precisava ser feito, seria feito e ponto final.

A mística desse torneio é uma coisa inexplicável, e nós amamos. Não se trata apenas do nível técnico, ou das condições de jogo, Libertadores é amada, pois é jogada com a vida, e lá dentro de campo, só o que realmente importa é a camisa que você representa, e o respeito que você tem por milhões de torcedores que vivem por aquele momento.

Libertadores é sim, o maior torneio de clubes do mundo.

ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O TORNEIO

Jogadores em volta da taça Libertadores antigamente

Maior quantidade de títulos obtidos: Independiente com 7
Maior quantidade vice-campeonatos:
Peñarol com 5
Maior quantidade de pontos obtidos:
Nacional com 534
Maior quantidade de participações:
Peñarol com 41
Maior quantidade de participações consecutivas:
Nacional com 18
Maior quantidade de partidas jogadas:
Nacional com 339
Maior quantidade de partidas vencidas:
Peñarol com 152
Maior quantidade de partidas perdidas:
Peñarol com 108
Maior quantidade de gols marcados:
Peñarol com 510
Maior quantidade de gols sofridos:
Peñarol com 395
Maior quantidade de finais disputadas:
Boca Juniors e Peñarol com 10.

Gols
Goleador histórico da Copa Libertadores: Alberto Spencer com 54 gols (48 pelo Peñarol e 6 pelo Barcelona).
Autor do primeiro gol na historia da Copa Libertadores:
Carlos Borges do Peñarol contra Jorge Wilstermann.
Gol mais rápido:
Félix Suárez, aos 6 segundos de jogo, no encontro entre Alianza Lima 3-0 Santa Fe, pela Copa Libertadores 1976.

Maiores goleadas:
Peñarol 11-2 Valencia (1970)
River Plate 9-0 Universitario de La Paz (1970)
Peñarol 9-0 The Strongest (1971)
Santos 9-1 Cerro Porteño (1962)
Peñarol 9-1 Everest (1963)
Blooming 8-0 Deportivo Italia (1985)
Santos 8-0 Bolívar (2012)

Maior quantidade de gols en um empate:
Bolívar 5-5 Atlético Paranaense, 2002.

Final

Maior número de finais vencidas: 7 – Independiente (1964/65, 1972/73/74, 1975 e 1984).
Maior número de finais perdidas: 5 –
Peñarol (1962, 1965, 1970, 1983, 2011).
Maior número de finais disputadas: 10 –
Peñarol (1960/61/62, 1965/66, 1970, 1982/83, 1987, e 2011), Boca Juniors (1963, 1977/78/79, 2000/01, 2003/04, 2007 e 2012).
Máxima goleada em uma final:
São Paulo 5-1 Universidad Católica em 1993.
Final con maior diferença de goles no resultado final:
Boca Juniors x Grêmio 3-0/2-0. Resultado global: 5-0 en 2007.
Maior quantidade de gols em uma final:
Três partidas são as que finalizaram com seis gols marcados: Peñarol 4 x 2 Bandera River Plate em 1966; São Paulo 5×1 Universidad Católica, em 1993 e Liga de Quito 4×2 Fluminense, 2008.

Final entre equipes do mesmo país:
Em duas ocasiõess, chegaram a disputar a grande final, dois times do mesmo país.
Em 2005, São Paulo e Atlético Paranaense e no ano seguinte o mesmo São Paulo encarou (e perdeu) para o Internaional.

Jogadores

Jogador com mais troféus.
Seis conquistas: Francisco Sá. Quatro delas com o Independiente (1972, 1973, 1974 e 1975) e duas com o Boca Juniors (1977 e 1978);
Máximo goleador em um torneio:
Daniel Onega, 17 gols em 1966 com o River Plate;
Jogador com maior número de partidas jogadas:
Ever Hugo Almeida, 113 presenças entre 1973 e 1990, com o Olímpia;
Jogador com mais gols em uma partida:
Juan Carlos Sánchez marcou 6 na vitoria por 8 a 0 de Blooming –BOL contra o Deportivo Italia da Venezuela, 1985;

Jogador com mais gols em finais: Alberto Spencer com 8, todos jogando pelo Peñarol. 1 em 1960, 1 em 1961, 3 em 1962 e 3 em 1966;
Jogador com mais gols em um único jogo de final:
Thiago Neves com o Fluminense em 2008,  3 gols;
Jogador com mais finais disputadas:
Néstor Gonçalves com 6, todas jogando pelo Peñarol (1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1970);
Jogador com mais finais perdidas:  
Antony de Ávila com 5, quatro com o América de Cali (1985, 1986, 1987 y 1996) e uma con o Barcelona de Guayaquil (1998).

Treinador com mais títulos: Carlos Bianchi com 4: 1 com Vélez Sarsfield (1994) e três com Boca Juniors (2000, 2001 e 2003).

Campeões invictos.
Seis clubes ganharam a libertadores invictos:

Estudiantes de La Plata en 1969 y 1970;
Peñarol en 1960;
Santos en 1963;
Independiente en 1964;
Boca Juniors en 1978;
Brasil Corinthians en 2012.

Nunca perdeu uma final.
O Club Atlético Independiente es é o time com mais libertadores vencidas e com uma média de 100%, pois nunca chegou em uma final e perdeu. Disputou 7  finais contra: Nacional, Peñarol, Universitario de Deportes, Colo-Colo, São Paulo, Unión Española e Grêmio respectivamente e além disso é o único time a ser TETRACAMPEÃO .

Nunca ganó una final. El América de Cali disputó 4 finales, 3 de ellas consecutivas, frente River Plate en 2 ocasiones (1986 y 1996), Argentinos Juniors (1985) y Peñarol (1987).

Pais e filhos campeões no mesmo clube:
Jorge Gonçalves (Peñarol), Gustavo Matosas (Peñarol) e Juan Sebastián Verón (Estudiantes de La Plata) venceram a Copa Libertadores no mesmo clube que seus país. En 1987 os aurinegros e em 2009 o argentino. Néstor Gonçalves foi bicampeão com o conjunto uruguaio em 1961 e 1966, enquanto que Roberto Matosas ganhou o título também em 1961; Juan Ramón Verón, pai da “Brujita”, a foi campeão entre 1968 y 1970.

A partida com mais jogadores expulsos foi:
Boca Juniors e Sporting Cristal em 1971.
Quando o juiz expulsou nove jogadores argentinos e dez peruanos, depois de cobrar uma falta duvidosa que gerou uma briga campal que terminou com todos os jogadores peruanos expulsos dentro de uma delegacia.

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