São Victor – A referência Atleticana.

Continuando com a semana do goleiro, vamos falar de mais um monstrão nas traves, esse é da terra da Manual, falando a verdade memo!

Hoje vamos falar de quem pega pênalti na libertadores e salva mais que nota de 5 conto achada no bolso esquerdo.

“Viiiiiiiiiiiiiictor, deeeeeefendeu Victoooooooooooor!”

Ele que é ídolo no Galo, afinal .. todos aqui devem lembrar.

Victor Leandro Bagy nasceu numa cidadezinha do interior de São Paulo, chamada Santo Anastácio (por incrível que pareça é berço da MJR também), no dia 21 de janeiro de 1983, e desde pequeno (jamais) sempre chamou atenção pela altura.

Nos seus primeiros passos no futebol, rejeitava a possibilidade de jogar no gol, pois queria ser zagueiro. Reza a lenda que sua falta de habilidade em jogar na linha e pela altura, foi praticamente “obrigado” a jogar no gol (aaaaaaaah, grazadeus, né? – Dudu)

Victor Leandro pela escola Alice Maciel Sanches de Santo Anastácio São Victor pela escola Alice Maciel Sanches de Santo Anastácio

Quando foi para o gol Victor fez a diferença. Aos 14 anos, passou no teste do São Paulo em 1997, mas decidiu se transferir para o Paulista de Jundiaí, já que Rogério se destacava bem nos profissionais.

Jogou no time junior do Paulista de 1998 a 1999, subindo para o profissional aos 17 anos. Em 2005, o goleiro participou na conquista do clube de Jundiaí na Copa do Brasil, com Vágner Mancini. (Junto com o Rever, que tempos depois tava lá levantando a taça da liberta junto com o Victor.)

Victor e Rever campeões pelo Paulista de Jundiaí
Victor e Rever campeões pelo Paulista de Jundiaí

Primeiros passos no Grêmio

Na final da temporada de 2007, o Grêmio trouxe Vágner Mancini como técnico e buscava reforços para a temporada de 2008. Um dos nomes bancados pelo técnico foi de Victor (baita de uma escolha, digassi de passagi – Netão).

Já logo assumiu a vaga de titular no clube, levando o Grêmio campeão do primeiro turno daquele ano, mas perdendo para o São Paulo no final da temporada. Considerado por muitos como o goleiro revelação daquele ano, além de o melhor goleiro em atividade no Brasil.

Pelo Grêmio jogou até meados de 2012, o que garantiu seu passaporte para a Seleção Brasileira, como reserva.

No clube gaúcho garantiu um campeonato estadual em 2010 onde pegou até vulto.

Victor no Grêmio em 2008

Transferência e Atlético Mineiro

Em 2012 Victor se transferiu para o Atlético Mineiro, mas o brilho veio em 2013.

Peça fundamental na defesa do clube mineiro que contava com nomes como Ronaldinho Gaúcho e Bernard (sim, alegria nas pernas), Victor virou santo na Libertadores daquele ano.

A regularidade do goleiro era impressionante, mas o momento “AGORA EU SE CONSAGRO” veio após defender um pênalti com os pés diante do Tijuana-MEX aos 47 minutos do segundo tempo, o que garantiu o time na semi da edição daquele ano, o resto é conversa!

Victor na defesa contra o Tijuana México
Defesa contra o Tijuana

Hoje, “São Victor” é ídolo no time e referencia para a história do Atlético Mineiro.

Pelo clube conquistou os campeonatos estaduais de 2013 e 2015, a Libertadores de 2013, Recopa de 2013 e a Copa do Brasil em 2014.

Seleção Brasileira

Pelo Brasil, Victor fez 6 jogos na titularidade da equipe, tomando apenas um gol justamente na derrota diante a Argentina, em um jogo amistoso. (deu bom não, bixo)

Victor fez parte da equipe campeã da Copa das Confederações em 2009, sendo misteriosamente cortado para a Copa de 2010, visto que facilmente ocuparia a vaga de segundo goleiro daquele time.

São Victor na seleção
São Victor na seleção

Além da importância por suas passagens nos clubes citados, Victor coleciona alguns títulos pessoais que vamos citar abaixo:

  • Melhor goleiro do Gauchão – 2009 e 2010
  • Bola de prata – 2009
  • Melhor goleiro pelo Craque do Brasileirão – 2008 e 2009
  • Melhor goleiro da Copa Libertadores da América – 2013
  • Melhor goleiro da Copa do Brasil – 2014
  • Melhor goleiro da Copa do Brasil – 2016

A história de Victor pode ser vista como gigante apenas pela torcida atleticana, mas pra quem é do mesmo canto que veio o Manual, sabemos de toda sua importância.

Assim como todos os goleiros que citamos essa semana, mostrou a toda a América que o futebol brasileiro também tem tradição na Libertadores e Sul Americana, e da forma mais impossível conquistou o que provavelmente deve considerar o momento mais épico da sua carreira.

Hoje, aos 34 anos, é inquestionável a importância de São Victor para a história do futebol brasileiro e principalmente para a história do Atlético Mineiro. Com muita experiência na bagagem e uma cultura brasileira de manter goleiros mais velhos nos clubes (como Fernando Prass), o Santo do Horto ainda tem muita lenha para queimar na sua carreira profissional.

Alô Victor, feliz dia do goleiro!

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