Bebeto e Romário: A dupla que você respeita.

Bebeto e Romário: dois craques de personalidades bem diferentes, a ponto de um ter ficado conhecido, em certo momento da carreira, como ‘chorão’ e, o outro, como ‘marrento’. Nos gramados, porém, o estilo do carioca baixinho e folgado era muito familiar ao do baiano franzino e tímido. E vice-versa. O futebol os tomou como primos. Primos como os números das camisas que envergavam. O 7 e o 11, aliás, abriam uma exceção quando estavam nas costas de Bebeto e Romário, tornando-se, por 90 minutos, plenamente divisíveis. Com tanto talento compartilhado, ficava difícil para os adversários. 

craques bebeto e romario

Bebeto e Romário: dois craques de personalidades bem diferentes, a ponto de um ter ficado conhecido, em certo momento da carreira, como ‘chorão’ e, o outro, como ‘marrento’. Nos gramados, porém, o estilo do carioca baixinho e folgado era muito familiar ao do baiano franzino e tímido. E vice-versa. O futebol os tomou como primos. Primos como os números das camisas que envergavam. O 7 e o 11, aliás, abriam uma exceção quando estavam nas costas de Bebeto e Romário, tornando-se, por 90 minutos, plenamente divisíveis. Com tanto talento compartilhado, ficava difícil para os adversários. 

Bebeto no Deportivo La Coruña | Romário no Barcelona
Bebeto no Deportivo La Coruña | Romário no Barcelona

Ambos fizeram sucesso na Espanha, onde foram artilheiros na década de 90. Mas foi a Seleção o ambiente em que puderam atuar juntos, rendendo o máximo que podiam. Máximo? Sim, máximo. Romário teve outros grandes parceiros, mas nenhum tão capaz de achá-lo entre os beques quanto Bebeto, que, por sua vez, também desfrutou da companhia de eficientes colegas, mas nenhum a quem pudesse dizer, como disse a Romário após certo gol na Copa de 1994, “Eu te amo”. 

Bebeto encerrou a carreira mais tarde do que deveria, depois de tentar uma melancólica reedição da velha dupla, no Vasco de 2001. Romário, que àquela altura já era um veterano, encontra-se hoje tomado por um arroubo de vaidade que mancha, por tabela, a já combalida imagem do Vasco sob a gestão de Eurico Miranda. A forçada contagem regressiva para o milésimo gol é o lúgubre desfecho de uma carreira que, naquele mesmo palco – o Maracanã – teve atos magníficos, como as vitórias sobre o Uruguai em 1989 e 1993. Em ambas, Bebeto também esteve em cartaz. 

Ao ver essa imagem abaixo, suor hetero escorre ao lembrar das moralizadoras chuteiras pretas.

Bebeto e Romário na seleção de chuteira preta
que fotão da poha

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Trajetória na Seleção

Das 23 partidas em que Bebeto e Romário defenderam, juntos, o selecionado tupiniquim, 10 aconteceram em 1989, e mais 10 em 1994. Isto é, o mais entrosado e eficiente par ofensivo do futebol brasileiro nas últimas décadas praticamente limitou seu serviço na Seleção a dois iluminados anos, com um hiato de quase cinco entre eles. A que se deve isso? Em parte a Sebastião Lazaroni, que, mesmo depois das grandes exibições de Bebeto e Romário na Copa América de 1989 (título que o Brasil não conquistava desde 1949), preferiu, no Mundial da Itália, usar Muller e Careca no ataque. Vale frisar, no entanto, que Romário fraturara a perna meses antes e não se encontrava no ápice de sua forma. 

Mazinho Bebeto e Romário
Mazinho, Bebeto e Romário.

Da chegada do messias ao Tetracampeonato 

“Os uruguaios que se cuidem”, estampava o jornal O Globo em 8 de setembro de 1993. Era uma alusão à chegada de Romário ao Rio, onde o Brasil enfrentaria o Uruguai. “Sei que sou bom e estou em boa fase”, declarou o astro, que vinha arrebentando em seu início no Barcelona. Os nove meses de ausência, causados pelo já referido caso de indisciplina em Porto Alegre, fizeram com que seu retorno à Seleção se tornasse tão cercado de expectativa quanto um parto.

Os filhos nasceram no dia 19 de setembro, em pleno gramado do Maracanã. Bebeto foi o obstetra do primeiro, cruzando a bola com precisão cirúrgica. Romário cabeceou e deu à luz. Ele retribuiria na Copa do Mundo, ajudando Bebeto a embalar seu bebê (o filho Mattheus acabara de nascer), na partida contra a Holanda.

Esse gol do então atacante do Deportivo La Coruña revela o grau de consonância que a dupla havia atingido: Romário, em impedimento, despreza cinicamente um lançamento e anda em direção ao nada, como se estivesse no calçadão da praia; Bebeto nota a manha mais rápido que a defesa holandesa, dá o bote e arranca com a bola, fazendo 2 a 0. Se tivesse sido combinado, não teria saído tão perfeito. Foi uma armadilha preparada à base de telepatia. 

Alguns minutos antes, no mesmo jogo, o duo havia construído o mais belo tento da equipe brasileira naquela Copa. Pelo flanco esquerdo, Bebeto olhou de esguelha para um cupido que flutuava na grande área. O passe atravessou algumas nuvens e chegou ao anjo, que flechou o canto esquerdo de De Goeij.

Bebeto e Romario na vitória contra EUA

No duelo contra os Estados Unidos, o mesmo cupido dera uma assistência a Bebeto, provocando no camisa 7 uma reação das mais amorosas.

O tetracampeonato mundial teve muito da química entre Bebeto e Romário. Guarnecida por um pétreo sistema defensivo, a dupla pôde improvisar diversas fórmulas de gol, das quais sempre constava o elemento En (entrosamento). Mas já não eram mais os garotos de 1989. Começariam, depois da Copa, a sentir o peso atômico dos anos. Juntos, só jogariam mais duas partidas pela Seleção.

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